SEO técnico: checklist de auditoria
Indexação, robots, sitemap, canonical e redirects: a fundação sem a qual nenhum conteúdo ranqueia.
Traduzir as páginas é a menor parte. Estrutura de URL, hreflang e adaptação ao mercado decidem se a versão em outro idioma aparece no Google do país certo.
Levar um site para outro país parece simples: traduz as páginas, sobe numa pasta nova e pronto. Na prática, é aí que a maioria trava. O Google mostra a versão em português para quem busca em alemão, as duas versões disputam a mesma busca, ou a nova simplesmente não indexa.
Este guia mostra as decisões que definem se a versão internacional vai ranquear: a estrutura de URL, o hreflang, a adaptação do conteúdo e os erros técnicos mais comuns, com um caso real de site lançado na Alemanha.
SEO internacional é o conjunto de ajustes que faz um site aparecer para o público certo em cada idioma ou país. O objetivo é que o buscador entenda três coisas: para quem cada página foi escrita, quais páginas são versões umas das outras e qual delas mostrar quando não houver versão para o idioma de quem buscou.
Ele vale para dois cenários diferentes. No primeiro, o mesmo idioma atende países distintos, como português do Brasil e de Portugal. No segundo, o site ganha outro idioma, como um projeto brasileiro que passa a vender em inglês ou em alemão. As ferramentas são as mesmas, mas o segundo caso exige muito mais trabalho de conteúdo.
A primeira decisão é onde a versão internacional vai morar. As três opções funcionam, cada uma com um custo diferente:
| Estrutura | Exemplo | Vantagem | Custo |
|---|---|---|---|
| Domínio de país (ccTLD) | site.de | Sinal geográfico mais forte e confiança do público local | Autoridade começa do zero, mais um domínio para manter |
| Subpasta | site.com/de/ | Herda a autoridade do domínio principal | Sinal de país mais fraco, uma hospedagem para tudo |
| Subdomínio | de.site.com | Separação técnica simples | O Google trata quase como um site à parte |
Para a maioria dos negócios, a subpasta é o melhor ponto de partida, porque aproveita o que o site já conquistou. O domínio de país compensa quando o mercado local valoriza a extensão, como a Alemanha com o .de, ou quando a versão estrangeira vai funcionar como um projeto próprio.
O que não funciona é servir idiomas diferentes na mesma URL, trocando o texto por cookie, por geolocalização ou por script. O robô do Google rastreia a partir dos Estados Unidos e sem cookies: ele vai enxergar uma versão só e ignorar as outras.
O hreflang é a anotação que diz ao Google que duas ou mais páginas são a mesma coisa em idiomas diferentes. Ele vai no <head> de cada versão, listando todas as outras e a própria página:
<link rel="alternate" hreflang="pt-BR" href="https://site.com.br/servicos/">
<link rel="alternate" hreflang="de" href="https://site.de/leistungen/">
<link rel="alternate" hreflang="x-default" href="https://site.com.br/servicos/">
Quatro regras decidem se a anotação funciona:
Os códigos seguem o padrão ISO: idioma com duas letras (de, en) e, se precisar separar países, idioma mais região (pt-BR, pt-PT). Um código errado, como br no lugar de pt-BR, invalida a linha sem nenhum aviso visível. A documentação oficial do Google sobre versões localizadas de páginas lista os formatos aceitos.
O canonical de cada versão aponta para ela mesma. Se a página em alemão tiver canonical para a versão em português, você está dizendo ao Google que a alemã é uma cópia, e ela some do índice. As duas anotações convivem: canonical para si, hreflang para as irmãs.
O Klarurteil é um bom exemplo de como essas decisões se encaixam. O projeto analisa ofertas digitais vendidas pela Digistore24, a plataforma alemã de infoprodutos, e nasceu como versão alemã de um site em inglês com o mesmo motor. Em vez de uma subpasta /de/, a escolha foi um domínio .de próprio, porque o público alemão confia mais na extensão local e porque o catálogo seria outro.
Algumas decisões do projeto que valem para qualquer lançamento internacional:
/bewertungen/, /kategorien/ e /ueber-uns/, e não uma tradução por cima de slugs em inglês.Repare que quase nada disso é tradução. É adaptação de estrutura, de catálogo e de linguagem ao que o mercado alemão espera e ao que a lei de lá permite.
Uma versão internacional ranqueia quando parece ter sido escrita no país, não traduzida para ele. Os pontos que mais pesam:
| Item | Regra prática |
|---|---|
| Atributo lang | <html lang="de"> coerente com o idioma da página |
| URL | Uma URL fixa por idioma, sem troca por cookie ou script |
| Canonical | Cada versão aponta para si mesma |
| Hreflang | Recíproco, com autorreferência e x-default |
| Sitemap | Todas as versões listadas, com o hreflang no sitemap se o head não comportar |
| Schema | Campo inLanguage e moeda do país nas ofertas |
| Seletor de idioma | Link real para a página equivalente, não para a home |
| Redirecionamento | Nunca redirecionar à força pelo IP do visitante |
A base técnica, como robots, sitemap e redirecionamentos, segue as mesmas regras do nosso checklist de SEO técnico. O que muda é que cada item agora precisa ser conferido em todas as versões.
Se o seu site já tem ou vai ganhar uma versão em outro idioma, vale auditar a estrutura antes de investir em conteúdo. O serviço de SEO técnico da SEO Upsite confere hreflang, canonical, sitemap e indexação de todas as versões.
É uma anotação em HTML, no sitemap ou no cabeçalho HTTP que informa ao Google quais páginas são versões umas das outras em idiomas ou países diferentes. Com ela, o buscador mostra a versão certa para cada público em vez de escolher uma sozinho.
Não diretamente. O hreflang não dá pontos de ranqueamento: ele troca a versão exibida pela mais adequada ao idioma de quem buscou. O ganho vem de mostrar a página certa, o que melhora cliques e reduz a disputa entre as suas próprias versões.
A subpasta costuma ser o melhor começo porque herda a autoridade do domínio principal. O domínio de país compensa quando o público local confia mais na extensão, como o .de na Alemanha, ou quando a versão estrangeira terá catálogo e operação próprios.
Pode como rascunho, mas não publicada sem revisão. Texto traduzido por máquina costuma errar termos de busca locais e soa artificial para quem é nativo. Uma revisão humana no idioma de destino é o que separa uma versão que converte de uma que só existe.
Não. O hreflang só faz sentido quando existem duas ou mais versões equivalentes da mesma página. Um site em um único idioma, voltado para um único país, precisa apenas do atributo lang correto e de um canonical para cada página.
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